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AMAZONAS
 
Lendas e Folclore no Amazonas
 
 
O Amazonas é um estado com numerosas lendas e curiosidades e apresenta um folclore popular muito enraizado e presente em seus costumes e tradições. A seguir, conheça um pouco das "estórias" que fascinam os turistas com os seus mistérios e segredos.
 
 
 
 
 
 
Lendas e folclore do AmazonasLenda do Curupira: guardião das florestas e dos animais, o Curupira é um pequeno ser com traços de índio, cabelos de fogo e os pés virados para trás, cujo dom é ficar invisível. Dizem que ele protege as pessoas que têm um bom relacionamento com a natureza, utilizando-a apenas para sobreviver. O homem que derruba árvores para construir a sua casa, os seus utensílios ou, ainda, para fazer o seu roçado e caçar para alimentação, tem a proteção do Curupira. Entretanto, quem derruba a mata sem necessidade e caça de maneira indiscriminada, acaba caindo nas armadilhas do Curupira e encontra nele um terrível inimigo. Para se vingar, ele vira caça. Uma paca, uma onça ou qualquer outro animal que atraia os caçadores para o meio da floresta, fazendo-os perder a noção de rumo e dar voltas no mato retornando sempre ao mesmo lugar. Outra forma de atingir os maus caçadores é fazendo com que a sua arma não funcione ou seja incapaz de acertar qualquer tipo de alvo, principalmente a sua caça. Na realidade, a lenda do Curupira revela a relação dos índios brasileiros com a mata. Não é uma relação de exploração ou de uso indiscriminado, mas de respeito pela vida.
 
Lenda da Iara (mãe-d'água): é um dos mitos mais conhecidos da região Amazônica. A Iara é uma linda mulher, de cabelos negros e olhos castanhos, que exerce grande poder sobre os homens. Quando estes a observam banhar-se, não conseguem resistir aos seus encantos e atiram-se nas águas dos rios. Os que assim o fazem, nem sempre voltam vivos e, aqueles que sobrevivem, voltam assombrados falando em castelos, séquitos e cortes de encantados. É preciso muita prece para tirá-los do seu encantamento. Há os que descrevem Iara como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como um chamariz para atrair e hipnotizar os homens. Acredita-se que ela tenha a forma de peixe na parte inferior, como uma sereia. Outros, dizem que é apenas um vestido, ou uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para provocar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe. Em certas regiões, dizem que ela é um boto-fêmea, que também fascina os homens e os leva para o fundo do rio.
 
Lenda da Lua: conta sobre a origem da lua, Manduka, que namorava a própria irmã. Todas as noites, Manduka ia deitar-se com ela, mas não mostrava o rosto, nem falava, para não ser identificado. Certa noite, sua irmã, tentando descobrir quem era, passou tinta de jenipapo no rosto de Manduka. Ele lavou o rosto, mas a marca da tinta não saiu. E assim, ela descobriu que era o próprio irmão. Ficou envergonhada, brava e chorou bastante. Manduka também ficou com vergonha, pois todos souberam o que ele havia feito. Então, subiu numa árvore que ia aos céus. Depois, desceu e comunicou aos Jurunas que voltaria para a árvore e não desceria nunca mais. Levou uma cotia para não se sentir sozinho, e aí, virou lua. Dizem que é por isso que a lua tem manchas escuras, por causa do jenipapo que a irmã passou no rosto de Manduka. E no meio da lua, aparece uma cotia comendo coco.
 
Folclore do Boi Bumbá: a manifestação folclórica do Boi Bumbá conta a estória de um boi que dançava para divertir adultos e crianças. O boi era feito com a carcaça de uma rês morta, coberta com tecido. O corpo terminava numa barra de tecido. Em seu interior, ficava uma pessoa que o fazia dançar. Ex-escravo, Lindolfo Monteverde criou o Boi Bumbá para continuar a brincadeira que o seu avô lhe ensinara na infância. O que começou como uma brincadeira junina, tornou-se sério quando Lindolfo adoeceu e fez uma promessa à São João Batista. Se ficasse bom, seu boizinho não deixaria de sair às ruas enquanto ele vivesse. No final, ele ficou bom e o Boi Bumbá famoso. Contam que a voz de Lindolfo, primeiro levantador de toadas e tirador de versos, era tão possante e metálica que alcançava longas distâncias. Até hoje, suas toadas são conhecidas, aplaudidas e cantadas por toda a região.
 
Folclore da Ciranda: é uma manifestação folclórica expressa por um conjunto de cantigas de roda de origem na Espanha e Portugal. A Ciranda chegou ao Brasil apenas no século passado, adquirindo diferentes características por onde passou, mas sem perder o elo com as suas raízes. Seu ritmo é relativamente lento, ao contrário das demais danças folclóricas da Amazônia. Outra diferença está nos movimentos, que se desenvolvem formando uma grande roda. Já a musicalidade adquiriu características regionais, utilizando instrumentos de pau, corda e sopro como os curimbós, maracás, ganzáz, banjos, cacetes e flautas. O "carão" (imagem de pássaro que vai à frente do grupo) chama a atenção do público remetendo ao personagem da letra da cantoria.
 
 

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